Vamos fazer algo juntos!
Na busca por querer fazer exatamente aquilo que queremos fazer, com liberdade para ser, podemos nos surpreender com as circuntâncias da vida e fazer bons projetos.
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A rede social é a obra-prima da economia da atenção: o produto é você, e o preço é o seu tempo e o seu juízo (O grátis que custa caro). Ela foi projetada não para você se relacionar, mas para você não conseguir parar — pela rolagem infinita, pela recompensa aleatória, pela indignação que engaja. Pior que o roubo da atenção (A atenção) é a lição que ela ensina: viver de vitrine, medir-se pela reação alheia, trocar a amizade real pela plateia. Relacionar-se é bom e humano; performar-se para um algoritmo, não. Saber distinguir os dois é o começo.
Duas coisas se disfarçam uma na outra. O vínculo é a relação concreta — conhecer, conversar, cuidar de gente que também te conhece. A vitrine é a performance de si para uma audiência medida em números, onde a comparação corrói e a indignação vende. A plataforma lucra com a vitrine, não com o vínculo: por isso ela amplifica o que provoca reação, e não o que aproxima. O resultado é o oposto do prometido — mais conectados aos aparelhos, mais sozinhos entre as pessoas.
Se você precisa estar em rede, esteja em algo que você controla. Redes abertas e federadas (o fediverso: Mastodon e afins) não têm um dono único vendendo o seu perfil, deixam você levar os seus contatos e não vivem de manipular o seu tempo. É a permanência (Permanência) e a posse (DRM) aplicadas à convivência: a sua presença é sua, não um inquilinato num muro alheio que pode te expulsar ou vender. E há sempre a opção mais radical e mais livre: não estar.
Para aprofundar
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