Vamos fazer algo juntos!
Na busca por querer fazer exatamente aquilo que queremos fazer, com liberdade para ser, podemos nos surpreender com as circuntâncias da vida e fazer bons projetos.
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DRM — gestão de direitos digitais — é a trava que transforma “comprar” em alugar sem avisar. O livro que você comprou pode ser apagado do seu aparelho. O filme que você “possui” some quando a licença muda ou a loja fecha. O programa não roda sem permissão. O DRM te despossui na linguagem da posse. O remédio é a permanência aplicada à cultura e às ferramentas: prefira o que você pode de fato possuir, guardar e copiar.
Já aconteceu de livros “comprados” serem apagados remotamente dos aparelhos de quem pagou por eles. Bibliotecas inteiras de música e filme evaporam quando a loja encerra ou a conta se perde. Aparelhos e programas são capados por DRM — inclusive o direito de consertar o que é seu (lembra da permanência). Você pagou o preço da posse e recebeu os direitos de um inquilino.
Uma “compra” que outro pode revogar é aluguel com um botão enganoso. Permanência exige posse — a coisa na sua mão, que você guarda, copia e usa sem pedir licença. O DRM é o regime do descartável (O grátis que custa caro, Permanência) aplicado à cultura: dissolve o objeto durável e possuído numa permissão que pode ser retirada. Defender o conteúdo sem DRM é defender a possibilidade de guardar qualquer coisa.
Para aprofundar
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