Vamos fazer algo juntos!
Na busca por querer fazer exatamente aquilo que queremos fazer, com liberdade para ser, podemos nos surpreender com as circuntâncias da vida e fazer bons projetos.
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O celular é o objeto mais invasivo que você possui, e o mais difícil de possuir de verdade. Está sempre com você e sempre sentindo — localização, contatos, o número que liga tudo a você (Vigilância e identidade). Os dois sistemas dominantes vivem dos seus dados. Por isso o celular é onde a posse mais importa e onde o padrão é o pior: escolha um aparelho que deixe você rodar um sistema que você controla, e trate o celular como um sensor que se mantém na coleira.
GPS, microfone, câmera, o identificador universal (o seu número), e cada aplicativo um vazamento em potencial. Vendido selado e amarrado, por padrão, a uma plataforma que colhe dados. É o aparelho mais difícil de reparar e de desarmar. Carregado o dia inteiro, ele sabe onde você esteve, com quem falou e o que procurou.
Justamente por estar sempre junto, o celular é o aparelho mais importante de trazer ao seu controle — e aquele cujo padrão de fábrica é o mais hostil. Possuir o celular significa poder remover a camada de vigilância (o sistema) e não entregar a sua identidade a ela por padrão. O celular é um sensor; o homem livre mantém os seus sensores na coleira.
Para aprofundar
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